sexta-feira, 23 de junho de 2017

Indulgências para quem rezar esta oração ao Sagrado Coração

(Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar este acto de reparação piedosamente, e indulgência plenária se o acto se recitar publicamente na solenidade do Sagrado Coração de Jesus) 

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o vosso dulcíssimo Coração. 

Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, mas também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade não Vos querendo como pastor e guia, ou, faltando às promessas do baptismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa Lei.

De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas particularmente dos costumes e imodéstias do vestir, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfémias contra Vós e vossos santos, dos insultos ao vosso vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.

Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniquidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que Vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares.

Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e pelos nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possível.

Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até á morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.

Papa Pio XI in Miserentissimus Redemptor, carta encíclica sobre o dever da reparação ao Sagrado Coração de Jesus - 8.V.1928


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A devoção ao Santíssimo Coração de Jesus em Portugal


A Rainha D. Maria I conheceu a mensagem de Sta. Margarida Maria Alacoque e soube que o Senhor desejava "entrar com pompa e magnificência na casa dos príncipes e dos reis, para aí ser honrado tanto quanto foi ultrajado, desprezado e humilhado na sua Paixão". Procurou, pois, empenhadamente, cumprir e fazer cumprir, nos seus Reinos e Domínios, todos os pedidos que o Senhor dirigia, em vão, ao Rei de França. [...]

Mandou erigir em Lisboa uma grandiosa basílica, a primeira do mundo inteiro, dedicada ao culto do Sagrado Coração de Jesus, a fim de propagar em Portugal esta devoção. Colocou, pelas suas próprias mãos, a primeira pedra e inaugurou-a solenemente a 14.11.1789. Fundou pouco depois o primeiro convento português da Ordem da Visitação, a Ordem de Santa Margarida Maria.[...]


Real Basílica do Santíssimo Coração de Jesus - Estrela, Lisboa

Anos antes, e como já se disse na introdução deste livro, a Rainha pedira ao Papa Pio VI que aprovasse para Portugal o Ofício e a Missa do Sagrado Coração, já concedidos à Polónia. O Papa aprovou o pedido, concedendo Ofício e Missa próprios para Portugal, além de particulares indulgências. [...]

Pediu ainda a Piedosa que o dia que a Igreja consagra ao Coração de Jesus fosse considerado santificado no calendário litúrgico português. O Papa também aprovou.
Finalmente, em 7 de Julho de 1779, a soberana obteve do Papa a autorização para consagrar os seus Reinos e Domínios ao Sagrado Coração de Jesus.
Espalhou-se por Portugal inteiro esta devoção. Fundam-se numerosas confrarias, erigem-se capelas, igrejas e santuários. Inicia-se um luminoso percurso, que iria levar a devoção ao Coração divino do Redentor a todas as terras que prosperavam, então, debaixo da sombra bendita da Bandeira das Cinco Chagas.

"Mensagem ao Rei de França atendida pela Rainha de Portugal"
in Santa Margarida Maria e a devoção em Portugal ao Sagrado Coração de Jesus,
António Carlos de Azeredo
Fevereiro 2004


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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Tentaram impedir que os militares participassem na procissão do Santíssimo em Toledo

Primeiro proibiram. Depois disseram que os militares poderiam ir em regime de voluntariado, explicando que nenhum estava obrigado. Os militares responderam aos políticos com uma presença maciça na procissão de 'Corpus Christi', como se pode ver no vídeo. Nesse dia, em Toledo, a temperatura ultrapassava os 40ºC. É bom ver que as forças armadas continuam fiéis à Tradição. 


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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Carta de S. Luís Gonzaga à sua Mãe antes de morrer

A graça e a consolação do Espírito Santo estejam sempre convosco. A vossa carta encontrou-me ainda vivo na região dos mortos; mas agora espero ir em breve louvar a Deus eternamente na região dos vivos. Pensava mesmo que a esta hora já teria dado esse passo.

Se a caridade, segundo São Paulo, ensina a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que estão alegres, muito grande deve ser a alegria de Vossa Senhoria, pela graça que Deus Vos concede na minha pessoa, chamando-me à verdadeira alegria e dando-me a segurança de O não poder perder jamais.

Confesso-vos, ilustríssima Senhora, que me perco e arrebato na contemplação da divina bondade, mar sem praia e sem fundo, que me chama a um descanso eterno por um trabalho tão breve e pequeno; que me convida e chama ao Céu para aí me dar aquele soberano bem que tão negligentemente procurei, e que me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei.

Por conseguinte, ilustríssima Senhora, considerai bem e ponde todo o cuidado em não ofender esta bondade de Deus, como certamente aconteceria se viésseis a chorar como morto aquele que vai viver na contemplação de Deus e que maiores serviços vos fará com as suas orações do que nesta terra vos prestava.

A nossa separação será breve; lá no Céu nos tornaremos a ver; lá seremos felizes e viveremos para sempre juntos, porque estaremos unidos ao nosso Redentor, louvando-O com todas as forças da nossa alma e cantando eternamente as suas misericórdias. Se Deus toma novamente o que nos tinha dado, não o faz senão para o colocar em lugar mais seguro e ao abrigo de qualquer perigo, e para nos dar aqueles bens que acima de tudo desejamos. 

Digo tudo isto para que Vós, Senhora minha Mãe, e toda a família, aceiteis a minha morte como um dom precioso da graça. A vossa bênção de mãe me assista e me ajude a alcançar com felicidade o porto dos meus desejos e esperanças. Escrevo-vos com tanto maior prazer quanto é certo que não me resta outra ocasião para vos testemunhar o respeito e o amor filial que vos devo.

Da Carta escrita por São Luís Gonzaga à sua mãe (Acta Sanctorum, Iuni, 5,578 - Séc.XVI)


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terça-feira, 20 de junho de 2017

13 frases que demonstram o tremendo valor da Santa Missa

1- Na hora da morte, as Santas Missas que tivermos ouvido devotamente serão a nossa maior consolação.

2- Na Santa Missa, Deus perdoa todos os pecados veniais que estamos determinados a evitar.

3- Na Santa Missa, Deus perdoa os nossos pecados desconhecidos (esquecidos) que jamais confessámos.

4- O poder de Satanás sobre nós é diminuído.

5- Cada Missa irá connosco ao Julgamento e implorará por perdão para nós.

6- A cada Missa temos diminuída a punição temporal devida aos nossos pecados, mais ou menos, de acordo com o nosso fervor.

7- Assistindo devotamente à Santa Missa rendemos a maior homenagem possível à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor.

8- Através do Santo Sacrifício, Nosso Senhor Jesus Cristo repara por muitas das nossas negligências e omissões.

9- Ouvindo piedosamente a Santa Missa, oferecemos às Almas do Purgatório o maior alívio possível.

10- Uma Missa ouvida durante a nossa vida será de maior benefício do que muitas ouvidas por nós depois da nossa morte.

11- Através da Santa Missa, somos preservados de muitos perigos e infortúnios, que de outra forma cairiam sobre nós.

12- Encurtamos o nosso Purgatório a cada Missa.

13- Durante a Santa Missa, ajoelhamo-nos entre uma multidão de santos Anjos, que estão presentes no Adorável Sacrifício com reverente temor.


São Leonardo de Porto Maurício in 'The Hidden Treasure: Holy Mass', Edit. TAN Books, 1952


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Os 4 Cardeais dos 'Dubia' escreveram nova carta ao Papa Francisco

Em Novembro de 2016 foi divulgada uma carta aberta ao Papa escrita por 4 Cardeais, contendo algumas dúvidas sobre a 'Amoris Laetitia'. Esta Exortação Apostólica do Papa Francisco tem estado envolta em polémica porque tem sido interpretada por muitos Bispos de forma contrária à doutrina católica sem que a Santa Sé os corrija. 

Os 4 Cardeais voltaram agora a escrever ao Papa Francisco, num texto assinado pelo Cardeal Carlo Cafarra e divulgado hoje no blogue do vaticanista Sandro Magister. A carta foi escrita no dia 25 de Abril e entregue ao Papa no dia 6 de Maio. Vale a pena ler este texto que tão bem expressa o sentido de obediência ao Sucessor de Pedro mas também a obrigação de defender as verdades da fé católica. 

"A nossa consciência força-nos…"

Beatíssimo Padre,

é com uma certa trepidação que me dirijo a Vossa Santidade nestes dias do tempo pascal. Faço-o em nome dos Em.mos Senhores Cardeais Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Joachim Meisner, e em meu próprio nome.

Desejamos antes de mais renovar a nossa absoluta dedicação e o nosso amor incondicionado à Cátedra de Pedro e à Vossa augusta pessoa, na qual reconhecemos o Sucessor de Pedro e o Vicário de Jesus: o “doce Cristo na terra”, como gostava de dizer Sta. Catarina de Sena. Não é a nossa em absoluto aquela posição de quantos consideram vacante a Sede de Pedro, nem a de quem pretende atribuir também a outros a responsabilidade indivisível do “munus” petrino. Move-nos tão-só a consciência da responsabilidade grave que provém do “munus” cardinalício: ser conselheiros do Sucessor de Pedro no seu ministério soberano; e do Sacramento do Episcopado, que “nos constituiu como bispos para apascentar a Igreja, por Ele adquirida com o seu próprio sangue” (Act 20, 28).

A 19 de Setembro de 2016, entregámos a Vossa Santidade e à Congregação para a Doutrina da Fé cinco “dubia”, rogando-Lhe que dirimisse incertezas e fizesse clareza sobre alguns pontos da Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia”.

Não tendo recebido qualquer resposta da parte de Vossa Santidade, chegámos a decisão de, respeitosa e humildemente, pedir-Lhe Audiência, conjunta, se assim Lhe aprouver. Juntamos, como é praxe, uma Folha de Audiência em que expomos os dois pontos que desejaríamos poder tratar com Vossa Santidade.

Beatíssimo Padre,

passou já um ano desde a publicação de “Amoris Laetitia”. Neste período foram dadas em público interpretações de alguns passos objectivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes do, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objectiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim – oh, e quão doloroso é vê-lo! – que o que é pecado na Polónia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: “Justiça do lado de cá dos Pirenéus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita”.

Numerosos leigos competentes, que amam profundamente a Igreja e são solidamente leais à Sé Apostólica, dirigiram-se aos seus Pastores e a Vossa Santidade, para serem confirmados na Santa Doutrina no que respeita aos três sacramentos do Matrimónio, da Confissão e da Eucaristia. Aliás, nestes últimos dias, em Roma, seis leigos provenientes de todos os Continentes propuseram um Seminário de estudo que contou com grande assistência, e que deu pelo título significativo de: “Fazer clareza”.

Diante de tão grave situação, em que muitas comunidades cristãs se estão a dividir, sentimos o peso da nossa responsabilidade, e a nossa consciência força-nos a pedir humilde e respeitosamente Audiência.

Apraza a Vossa Santidade recordar-se de nós nas Vossas orações, como nós Vos asseguramos que o faremos nas nossas; e pedimos o dom da Vossa Bênção Apostólica.

Carlo Card. Caffarra

Roma, 25 de Abril de 2017
Festa de São Marcos Evangelista

*

FOLHA DE AUDIÊNCIA

1. Pedido de clarificação dos cinco pontos indicados nos “dubia”; razões para tal pedido.

2. Situação de confusão e desorientação, sobretudo entre os pastores de almas, "in primis" os párocos.


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segunda-feira, 19 de junho de 2017

O incrível milagre eucarístico de Sokólka

Todos os dias, em todos os altares do mundo, dá-se o maior milagre possível: o da transformação do pão e do vinho no verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus Cristo. No entanto, ao recebermos a comunhão, podemos tocá-lO apenas pela fé, pois aos nossos sentidos é oferecida apenas a forma do pão e do vinho fisicamente inalteradas pela consagração. O que é que, afinal, traz à nossa fé o acontecimento eucarístico de Sokólka?

Foi no domingo, 12 de Outubro de 2008, logo após a beatificação do servo de Deus Pe. Miguel Sopocko. Durante a Santa Missa iniciada na igreja paroquial de St. António de Sokólka às 8h30, durante a distribuição da Comunhão, caiu a um dos sacerdotes aos pés do altar uma Hóstia consagrada. O sacerdote interrompeu a distribuição da Comunhão, pegou nela e, de acordo com as normas litúrgicas, colocou-a no vasculum, um pequeno recipiente com água que se encontra normalmente ao lado do sacrário, servindo para o sacerdote lavar os dedos após a distribuição da Comunhão. A Hóstia deveria dissolver-se nesse recipiente.

No fim da Missa, a irmã Júlia Dubowska, sacristã da Congregação das Irmãs Eucarísticas, em serviço na paróquia, tendo a consciência de que a Hóstia consagrada levaria algum tempo a dissolver-se, a pedido do Pe. Stanislaw Gniedziejko, pároco da paróquia, despejou o conteúdo do vasculum noutro recipiente e colocou-o no cofre que se encontra na sacristia da paróquia. Só a Irmã e o Pároco tinham as chaves do cofre.

Ao fim de uma semana, no dia 19 de Outubro, Domingo das missões, a irmã Júlia – questionada pelo pároco sobre o estado da Hóstia – foi ver o cofre. Ao abrir a porta, sentiu um aroma delicado a pão ázimo. Quando abriu o recipiente, viu a água limpa com a Hóstia a dissolver-se e no meio desta uma mancha arqueada com uma cor vermelha intensa, lembrando um coágulo de sangue, com a forma de uma espécie de partícula viva de um corpo. A água permanecia incolor.

A Irmã informou imediatamente o Pároco, que veio logo com os sacerdotes locais e o missionário Pe. Ryszard Górowski. Todos ficaram surpreendidos e atónitos com o que viram.

Mantiveram discrição e prudência, não esquecendo o peso do acontecimento, pois tratava-se de Pão consagrado que, pelo poder das palavras de Cristo no Cenáculo, é verdadeiramente o Seu Corpo. Do ponto de vista humano, foi difícil definir se a forma alterada do fragmento da Hóstia é o resultado de uma reacção orgânica, química ou de outro tipo de acção.

Imediatamente notificaram do sucedido o Arcebispo Metropolitano de Bialystok, Edward Ozorowski, que se dirigiu a Sokólka juntamente com o chanceler da cúria, os sacerdotes prelados e catedráticos. Todos ficaram profundamente comovidos com o que viram. O Arcebispo mandou proteger a Hóstia, esperar e observar o que iria acontecer.

No dia 29 de Outubro, o recipiente com a Hóstia foi transportado para a capela da Misericórdia Divina na casa paroquial e colocado no sacrário. No dia seguinte, por decisão do Arcebispo, retirou-se a Hóstia com a mancha visível da água, colocou-se num pequeno corporal e em seguida no sacrário. Deste modo se conservou a Hóstia durante três anos, até ter sido solenemente levada para a igreja, no dia 2 de Outubro de 2011. Durante o primeiro ano foi guardada em segredo. Foi um tempo de reflexão sobre o que fazer, pois tratava-se de um sinal de Deus que era necessário interpretar.

Até meados de Janeiro de 2009, o fragmento da Hóstia alterada secou de forma natural e permaneceu como coágulo de sangue. Desde essa altura não mudou de aparência.

Em Janeiro de 2009, o Arcebispo ordenou que se fizessem análises pato-morfológicas à Hóstia e a 30 de Março desse ano criou uma comissão eclesial para analisar o fenómeno.

O fragmento da Hóstia em forma alterada recolhido foi analisado pela Prof. Dr.ª Maria Sobaniec-Lotowska e pelo Prof. Dr. Stanislaw Sulkowski – de forma independente um do outro, com vista a uma maior credibilidade dos resultados, – pato-morfologistas da Universidade de Medicina de Bialystok. As análises foram realizadas no Instituto de Pato-morfologia dessa universidade. O trabalho de ambos os especialistas foi regido pelas normas e obrigações dos cientistas para analisar cada problema científico de acordo com as directrizes do Comité de Ética da Ciência da Academia das Ciências Polacas. As análises foram descritas e fotografadas exaustivamente. A documentação completa foi entregue à Curia Metropolitana de Bialystok.


Quando foram recolhidas as amostras para análise, a parte não dissolvida da Hóstia consagrada estava já embebida no tecido. Porém, a estrutura de sangue acastanhado do fragmento da Hóstia não perdeu nada da sua clareza. Este fragmento estava seco e frágil, intimamente ligado à restante parte da Hóstia em forma de pão. A amostra recolhida foi o suficiente para realizar todas as análises indispensáveis.

Os resultados de ambas as análises independentes sobrepuseram-se completamente. Concluíram que a estrutura do fragmento da Hóstia analisado é idêntica a tecido do músculo do coração de uma pessoa viva, mas em estado de agonia. A estrutura da fibra do músculo do coração e a estrutura do pão estavam interligadas de forma muito estreita, de forma impossível de realizar por ingerência humana (vide declaração da Prof. M. Sobaniec-Lotowska na reportagem “O Milagre Eucarístico de Sokólka”, Lux Veritatis 2010).

As análises realizadas provaram que não foi adicionada nenhuma outra substância à Hóstia consagrada, mas que o seu fragmento tomou a forma de tecido do músculo do coração de uma pessoa em estado de agonia. Este tipo de fenómeno não é explicável pelas ciências naturais, sendo que os ensinamentos da Igreja nos dizem que a Hóstia entregue para análise é o Corpo do próprio Cristo pelo poder das Suas próprias palavras proferidas durante a Última Ceia.

O resultado das análises pato-morfológicas datadas de 21 de Janeiro de 2009 foram incluídas no protocolo entregue na Cúria Metropolitana de Bialystok.

Para concluir, no comunicado oficial que emitiu, a Cúria Metropolitana de Bialystok afirmou o seguinte: «O acontecimento de Sokolka não se opõe à fé da Igreja, antes pelo contrário, confirma-a. A Igreja professa que, após as palavras da consagração, pelo poder do Espírito Santo, o pão se transforma no Corpo de Cristo e o vinho no Seu Sangue. Para além disso, trata-se de um chamamento para que os ministros da Eucaristia distribuam o Corpo do Senhor com fé e cuidado e que os fiéis O recebam com adoração.»


in sokolka.archibial.pl


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'Corpus Christi' na Alemanha após a II Guerra Mundial

Há 70 anos, em 1947, a procissão do 'Corpus Christi' na cidade de Colónia foi grandiosa. Convém relembrar que a II Guerra Mundial tinha acabado há apenas 2 anos e que nesse momento a Alemanha estava praticamente destruída. É comovente ver a Fé de um povo que põe a sua confiança em Deus. Precisamos disto.


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domingo, 18 de junho de 2017

Oração por Portugal



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Há várias décadas que Inglaterra não via uma ordenação sacerdotal em Rito Antigo

Ninguém se lembra ao certo quando foi a última ordenação sacerdotal seguindo o Rito Romano Antigo em Inglaterra mas hoje voltou a acontecer. O Arcebispo de Liverpool, Mons. Malcolm McMahon, ordenou dois sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP): Alex Stewart e Krzysztof Sanetra. Rezemos pelo ministério destes novos sacerdotes que tanta falta fazem à Igreja.









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sábado, 17 de junho de 2017

Beato Charles de Foucauld descreve como Deus o tirou dos maus caminhos

Ia-me afastando mais e mais de Vós, meu Senhor e minha vida, e a minha vida começava a ser uma morte, ou antes, era já uma morte a vossos olhos. E neste estado de morte me conserváveis ainda. 

A fé tinha desaparecido por completo, mas o respeito e a estima haviam permanecido intactos. Concedíeis-me outras graças, meu Deus, mantínheis em mim o gosto pelo estudo, pelas leituras sérias, pelas coisas belas, a repugnância pelo vício e pela fealdade. Fazia o mal, mas não o aprovava nem o amava. Dáveis-me essa vaga inquietação de uma má consciência que, por adormecida que esteja, nem por isso está morta.

Nunca senti esta tristeza, este mal-estar, esta inquietação, senão nessa altura. Era, pois, um dom vosso, meu Deus; que longe estava eu de suspeitar de que assim fosse! Que bom sois! E, ao mesmo tempo que impedíeis a minha alma, por essa invenção do vosso amor, de se afundar irremediavelmente, preserváveis o meu corpo: pois se tivesse morrido nessa altura, teria ido para o inferno. Os perigos da viagem, tão grandes e tão numerosos, de que me fizestes sair como que por milagre! A saúde inalterável nos lugares mais malsãos, apesar de tão grandes fadigas! 

Ó meu Deus, como tínheis a vossa mão sobre mim, e quão pouco eu a sentia! Como me protegestes! Como me abrigastes sob as vossas asas, quando eu nem sequer acreditava na vossa existência! E, enquanto assim me protegíeis, e o tempo ia passando, parecia-Vos que tinha chegado o momento de me reconduzir ao cercado.

Desfizestes, apesar de mim, todos os laços maus que me teriam mantido afastado de Vós; desfizestes mesmo todos os laços bons que me teriam impedido de ser, um dia, todo vosso. Foi a vossa mão, e só ela, que fez disto o começo, o meio e o fim. Que bom sois! 

Era necessário fazê-lo, para preparar a minha alma para a verdade; o demónio é excessivamente senhor de uma alma que não é casta, para nela deixar entrar a verdade; não podíeis entrar, meu Deus, numa alma onde o demónio das paixões imundas reinava como senhor. Queríeis entrar na minha, ó Bom Pastor, e fostes Vós que dela expulsastes o vosso inimigo.

Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara in 'Retiro em Nazaré', Novembro de 1897


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Jovem dominicana: "Deus chamou-me no YouTube"

"Imagina que tens 26 anos e vives com outras quinze mulheres como tu. Não podes deixar a casa onde estás, não podes casar, levantas-te às 5h20 da manhã e só podes falar 2 vezes por dia". Começa assim o artigo da "Marie Claire" da África do Sul que dedicou à jovem Lauren Franko.
Embora Lauren já não use esse nome, mas faz-se passar por Irmã Maria Teresa do Sagrado Coração. Sim, concluíram bem: Lauren é religiosa.

A vocação dela contada numa revista de moda
Com faces coradas e sorriso contagiante, Lauren conta a história à revista. Com naturalidade e sinceridade, alegria e leveza. Tanto que a jornalista não hesita em retratá-la como «uma pessoa com mente brilhante e um grande sentido de humor».
E como é que se fez freira? Lauren conta que sempre quis ser, mas percebeu que nem sempre era compreendida quando na sua infância dizia que o que ela queria ser quando fosse grande era religiosa. «Por isso, quando um dia pediram na escola que nos vestíssimos daquilo que quiséssemos ser em adultos, eu vesti-me de criadora de gado».
Abandona a Igreja e experimenta outras religiões
Depois veio a adolescência e Lauren desorientou-se. Abandonou a Igreja e experimentou outras religiões. Realmente, experimentou de tudo: «Pensava que era normal e que isso me faria bem. Mas a verdade é que fiquei vazia. A nossa sociedade nunca diz: "Se isto não deu, experimenta com Deus"».
Regresso à Igreja católica
Cansada com o vazio, regressou à Igreja Católica. Na universidade recomeçou a fazer oração e, embora continuasse a ter um namorado, o desejo de ser freira regressou. No entanto, julgava que por causa do que tinha vivido na adolescência não poderia vir a ser; e andava muito triste com isso.
O YouTube e uma música
«Certa noite, no meu quarto, comecei a rezar. Mas também queria ouvir a minha música favorita. Pus os headphones e fui ao YouTube buscar a música. Mas em vez de ouvir a canção, ouvi a letra: "Queres casar comigo". Imediatamente desliguei a música e disse "sim" a Deus. De alguma forma, eu já tinha tomado a decisão, mas isto confirmou-me».
À volta, incompreensão
A reacção nos círculos mais próximos foi terrível: os pais irritaram-se com ela, as amigas quiseram chantageá-la dizendo que ia perder a liberdade e ia entrar num ambiente patriarcal que a ia escravizar. Mas nada travou a decisão de Lauren, que entrou no mosteiro dominicano de Summit, New Jersey (EUA), com 20 anos de idade.
Admiração da jornalista
A pergunta agora é simples: de que forma tratou uma revista de moda como a Marie Claire a vida de uma jovem de 20 anos dentro de quatro paredes de um mosteiro? A resposta é simples: com admiração. Basta ler o artigo e reler o relato das orações, do trabalho manual, do silêncio que vivem durante o dia (refeições também), as penitências que fazem para bem do mundo, incluindo a vida de castidade.
«A dificuldade – diz sobre este assunto a agora Irmã Maria Teresanão está tanto em renunciar à actividade sexual, como em renunciar à proximidade e sintonia de uma relação matrimonial. Eu renunciei voluntariamente à possibilidade de ter um marido com quem caminhar na vida, com quem partilhar alegrias e tristezas, renunciei a abraçar e a ser abraçada. E é difícil, sobretudo nos momentos em que Deus parece estar distante».
Sexualidade e celibato
Mas nem tudo é renúncia: «A sexualidade é uma realidade que deve ser valorizada, e eu valorizo-a. O vazio que esta falta de relação deixa é provocado precisamente para poder abrir um espaço para Deus. Porque, ainda que esse vazio possa ser difícil, é também a minha grande satisfação. Tenho uma paixão profunda por Deus! E sendo freira possa amar da maneira mais radical possível: renunciando a tudo pelo meu Amor. Esta relação é muito mais intensa do que qualquer relação humana pode ser. É verdade, tenho esposo: Deus».
A família e a vocação
Com o andar do tempo, a família aceitou a vocação de Lauren e, uma vez por mês, visita-a. E mesmo continuando a ser difícil - «tenho saudades de ir às compras ou de ir à missa com a minha mãe», reconhece Lauren – o sorriso não larga o seu rosto. De facto, daqui um ano professará os votos solenes... e não tem medo daquilo que está para vir!
Selar um casamento com Deus
«Quando o fizer, renunciarei a ter seja o que for; ficarei ligada até à morte. Pensei muito neste passo e vou dá-lo com muita segurança». E assim selará o casamento com Deus tão desejado por ela: um casamento que surpreende até revistas como a Marie Claire, e que teve o seu primeiro sinal naquela tarde em que ouvia no YouTube a canção preferida.


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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Beato Pio IX explica a perfeita harmonia entre Fé e Razão

Não só não pode jamais haver desarmonia entre a fé e a razão, mas uma serve de auxílio à outra, visto que a recta razão demonstra os fundamentos da fé, e cultiva, iluminada com a luz desta, a ciência das coisas divinas; e a fé livra e guarda a razão dos erros, enriquecendo-a de múltiplos conhecimentos. 

Por isso a Igreja, longe de se opor ao cultivo das artes e das ciências humanas, até as auxilia e promove de muitos modos. Porquanto não ignora nem despreza as vantagens que delas dimanam para a vida humana; pelo contrário, ensina que, derivando elas de Deus, o Senhor das ciências [1 Rs 2, 3], se forem bem empregadas, conduzem para Deus, com o auxílio de sua graça. 

Nem proíbe [a Igreja] que tais disciplinas, dentro de seu respectivo âmbito, façam uso de seus princípios e métodos próprios; mas, reconhecendo embora esta justa liberdade, admoesta cuidadosamente que não admitam em si erros contrários à doutrina de Deus ou ultrapassem os próprios limites, invadindo e perturbando o que é do domínio da fé.

Papa Pio IX, Concílio Vaticano I (1869-1870), Sessão III, Cap. IV 


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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Procissão de 'Corpus Christi' em tempos passados


Ano: 1941
Local: Bandon, Irlanda



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Missa de Corpus Christi: A doutrina revelada na Liturgia

A Festa de 'Corpus Christi' foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 11 de Agosto de 1264 com a bula 'Transiturus'. O Papa pediu a vários teólogos que escrevessem hinos de louvor ao Santíssimo Sacramento, para a festa do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor que ia começar a ser celebrada por toda a Igreja.

S. Tomás de Aquino foi o primeiro a apresentar os seus hinos. Isto foi o suficiente para que mais nenhum teólogo quisesse apresentar outros hinos, dada a enorme beleza dos hinos de S. Tomás. Entre estes textos estavam os famosos: Adoro Te Devote, Pange Lingua e também o hino Lauda Sion Salvatorem.

Este último é cantado na na Sequência (antes do Evangelho) da Santa Missa da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor.

Aqui fica o texto original de S. Tomás, bem como a sua tradução. Um verdadeiro exemplo de como a liturgia faz brilhar a doutrina Católica em todo o seu esplendor.

Texto Latino
Tradução em português
Lauda Sion Salvatórem
Lauda ducem et pastórem
In hymnis et cánticis.

Quantum potes, tantum aude:
Quia major omni laude,
Nec laudáre súfficis.

Laudis thema speciális,
Panis vivus et vitális,
Hódie propónitur.

Quem in sacræ mensa cœnæ,
Turbæ fratrum duodénæ
Datum non ambígitur.

Sit laus plena, sit sonóra,
Sit jucúnda, sit decóra
Mentis jubilátio.

Dies enim solémnis ágitur,
In qua mensæ prima recólitur
Hujus institútio.

In hac mensa novi Regis,
Novum Pascha novæ legis,
Phase vetus términat.

Vetustátem nóvitas,
Umbram fugat véritas,
Noctem lux elíminat.

Quod in cœna Christus gessit,
Faciéndum hoc expréssit
In sui memóriam.

Docti sacris institútis,
Panem, vinum, in salútis
Consecrámus hóstiam.

Dogma datur Christiánis,
Quod in carnem transit panis,
Et vinum in sánguinem.

Quod non capis, quod non vides,
Animósa firmat fides,
Præter rerum ordinem.

Sub divérsis speciébus,
Signis tantum, et non rebus,
Latent res exímiæ.

Caro cibus, sanguis potus:
Manet tamen Christus totus,
Sub utráque spécie.

A suménte non concísus,
Non confráctus, non divísus:
Integer accípitur.

Sumit unus, sumunt mille:
Quantum isti, tantum ille:
Nec sumptus consúmitur.

Sumunt boni, sumunt mali:
Sorte tamen inæquáli,
Vitæ vel intéritus.

Mors est malis, vita bonis:
Vide paris sumptiónis
Quam sit dispar éxitus.

Fracto demum Sacraménto,
Ne vacílles, sed memento,
Tantum esse sub fragménto,
Quantum toto tégitur.

Nulla rei fit scissúra:
Signi tantum fit fractúra:
Qua nec status nec statúra
Signáti minúitur.
Louva, Sião, o Salvador,
Louva o guia e o pastor
Com hinos e cânticos.

Quantos possas, tanto ouses,
Porque está acima de todo o louvor
E nunca o louvarás suficientemente.

É-nos hoje proposto um tema
Especial de louvor:
O pão vivo que dá a vida.

O pão que na mesa da sagrada ceia
Foi distribuído aos doze,
Como nos foi dado sem ambiguidades.

Ressoem pois os louvores, sonoros,
Cheios de amor. Seja formosa e jovial
A alegria das almas.

Porque celebramos o dia solene
Que nos recorda a instituição
Desde banquete.

Na mesa do novo Rei,
A Páscoa da Nova Lei
Põe fim à Páscoa antiga.

O rito novo rejeita o velho,
A realidade dissipa as sombras
Como o dia dissipa a noite.

O que o Senhor fez na ceia
Mandou-no-lo fazer
Em sua memória.

E nós intruídos pelo mandado divino
Consagramos o pão e o vinho
Em hóstia de salvação.

É dogma de fé para os cristãos
Que o pão se converte na carne
E o vinho no sangue do Salvador.

O que não compreendes nem vês,
Diz-to a fé viva; porque se opera
Fora das leis naturais.

Debaixo de espécies diferentes,
Que são apenas sinais exteriores,
Ocultam-se realides sublimes.

O pão é comida, e o vinho é bebida;
Mas debaixo de cada uma das espécies
Cristo está totalmente.

E quem o recebe não o parte
Nem divide, mas recebe-o
Todo inteiro.

Quer o recebam mil, quer um só,
Todos recebem o mesmo,
Nem recebendo-o podem consumi-lo.

Recebem-no os bons e os maus igualmente,
Porém com efeitos diversos:
Os bons para vida e maus para morte.

Morte para os maus e vidas para os bons:
Consideremos como são diferentes os efeitos
Que produz o mesmo alimento.

Quando a hóstia é dividida,
Não vacile a tua fé porque o Senhor
encontra-se sempre todo debaixo
do pequeno fragmento ou da hóstia inteira.

Nenhuma coisa a pode dividir:
apenas os sinais foram divididos
sem a menor alteração da realidade divina que esses mesmos sinais significam.

Quem estiver interessado em cantar:



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